Somos mais de 40.000 trabalhadores prestando serviços no Comércio Varejista, Atacadista, Farmácias, Cooperativas, Concessionárias de Veículos, Material Ótico, Assessoramento, Perícias, Pesquisas e em Contabilidades, abrangendo os municípios de Ascurra, Apiúna, Benedito Novo, Blumenau, Doutor Pedrinho, Gaspar, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó.
O conjunto destes trabalhadores forma nossa Categoria, que por sua vez, constitui nosso SINDICATO.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER – DIA DE CELEBRAÇÃO E LUTA

Você sabia que o dia 08 de março só foi oficialmente considerado o dia internacional da mulher no ano de 1975 pela ONU?

Essa data foi escolhida pois, no dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque, fizeram uma grande greve para reivindicar melhores condições de trabalho, tais como redução na carga diária de trabalho para dez horas (à época se trabalhava por 16 horas diárias), equiparação de salários com os homens (visto que as mulheres ganhavam apenas 1/3 do valor recebido pelo homem para exercer a mesma função) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A repressão a essa manifestação foi violenta e letal, sendo as mulheres trancadas dentro da fábrica e depois a incendiaram. A estimativa é de que 130 tecelãs morreram carbonizadas na ocasião.

Apenas em 1910 uma primeira homenagem foi feita durante uma conferência na Dinamarca quando ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, fato esse reconhecido pela ONU em 1975.

Mas, de lá pra cá, o que efetivamente mudou na vida das mulheres?

Sabemos que muitos direitos tem sido conquistados, mas ainda há muito por vir, sendo a luta pela sobrevivência e não violência a mais urgente entre todas.

De acordo com as estimativas do final do ano de 2021, quase 1 em cada 3 mulheres com 15 anos ou mais, em todo o mundo, foi submetida à violência física ou sexual por parceiro íntimo, não parceiro ou ambos, pelo menos uma vez na vida, nos casos mais extremos, a violência contra as mulheres é letal: globalmente, cerca de 137 mulheres são mortas por seu parceiro íntimo ou por um membro da família todos os dias.

Estima-se que 1 em 7 mulheres passou por violência física e/ou sexual nos últimos 12 meses (13 por cento das mulheres com idade entre 15-49 anos).

Esses números não refletem o impacto da pandemia COVID-19 e seriam ainda maiores se incluíssem os casos de violência que afetam mulheres e meninas, incluindo assédio sexual, violência em contextos digitais, práticas nocivas e exploração sexual.

O isolamento social e a insegurança econômica intensificaram a vulnerabilidade das mulheres à violência doméstica em todo o mundo.

Todas essas atrocidades são apenas em seu ambiente íntimo, sem contar a discrepância no ambiente de trabalho:

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 52% das mulheres economicamente ativas já foram assediadas sexualmente, situação que viola o direito das trabalhadoras à segurança no trabalho e à igualdade de oportunidades, criando condições prejudiciais ao seu bem-estar físico e psicológico. Além disso, cria no ambiente de trabalho uma atmosfera que fragiliza e desmoraliza a mulher trabalhadora.

E mais, apesar de as mulheres serem maioria nas universidades, terem mais tempo de estudos, serem 44% da força produtiva do país, na média os homens ganham 30% a mais do que as mulheres.

O que se vê com as informações acima é que, mais que homenagear as mulheres nesse 8 de março, é preciso ir à luta para defesa dos direitos das mulheres, que cada uma seja respeitada, com todas as garantias individuais e direitos fundamentais.

Então nesse dia, que possamos celebrar as grandezas conquistadas, sem deixar de continuar atentos e firmes – homens e mulheres – no propósito de promover ações que garantam a integridade física, moral e social da mulher brasileira vítima de violência de qualquer natureza.

Denunciar violência contra a mulher é dever de todos nós e pode salvar vidas! Central da Atendimento à Mulher – Ligue 180 ou por e-mail para a Delegacia da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso em Blumenau (dpcamiblumenau@pc.sc.gov.br).

O Sindicato também está atento e na luta para garantia dos direitos das mulheres.

Denúncias que envolvam relações do trabalho da mulher podem ser realizadas através do site da entidade (clique aqui) , ou através do telefones de suas sedes e subsedes constantes no site e também através do nosso NOVO APLICATIVO “SEC BLUMENAU” disponível gratuitamente nos sistemas Android e IOS. Baixe agora mesmo e tenha todas as notícias e informações importantes para você na palma da mão.

O que achou dessas informações? Deixe seu comentário, inclusive com dúvidas ou sugestões para os próximos assuntos. Sua participação é muito importante.

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